A valorização do isopor – do descarte à reciclagem

Saiba como as empresas estão descobrindo que reciclar isopor é um excelente negócio.

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Usado pela indústria produtos no transporte da fábrica até o consumidor final ou como isolante térmico em forros, caixas etc. o isopor nunca despertou o interesse  para reaproveitamento. E, assim, tornou-se material comum em lixões clandestinos e aterros sanitários.

 

Sua produção mundial chega a 35 milhões de toneladas por ano, sendo que mais de 70% são usados na construção civil.

Mas, há pouco mais de 4 anos, ele tem despertado o interesse de indústrias como Mitsubishi, LG Eletronics, Renault e grandes empresas varejistas como Magazine Luiza, Casas Bahia, Carrefour, Wal Mart e Pão de Açúcar que o estão enviando para reciclagem, utilizado para fabricar para a construção civil rodapés e molduras e para reutilização na cadeia produtiva. Já há indústrias no sul do Brasil que fazem essa reciclagem, e chegam a processar mais de 100 mil toneladas por ano.

O que é isopor

Mais conhecido por seu nome popular, o poliestireno expandido (EPS) é um derivado do plástico celular rígido, que resulta da polimerização do estireno em água. Esse material é produzido em pérolas que aumentam em até 50 vezes de tamanho durante a transformação quando expostas ao vapor e assumem as mais variadas formas. Sua composição após expandido é 98% ar e 2% estireno. Como resultado, os produtos finais de EPS são inodoros, não contaminam o solo, água e ar são 100% reaproveitáveis e recicláveis, podendo, inclusive, voltar à condição de matéria-prima. Todavia, não é um produto biodegradável (que se desfaz no ambiente), daí a importância de reaproveitar.

O processo de reciclagem

São usadas máquinas de degasagem (processo que retira o gás embutido no isopor), o que permite que o isopor seja transformado em pequenos tarugos, posteriormente moídos, extrusados (ficando em formato de uma fita cilíndrica), resfriados e segmentados de forma granulada. A última etapa é usá-lo como matéria-prima para novos produtos plásticos.

O maior problema desse processo é sensibilizar cooperativas de catadores a recolher o material e enviá-los para as recicladoras ou mesmo convencer as grandes empresas a recuperar as embalagens para retornarem para a indústria.

Uma empresa catarinense – Santa Luzia –, cede as máquinas de degasagem em comodato, fornecendo treinamento, e buscam o material pronto para a reciclagem, o que fez com que a produção atingisse 200 toneladas por mês.

Outra empresa catarinense, a Termotécnica, também realiza esse trabalho e possui diversos pontos de coleta espalhados pelo Brasil.

Veja algumas empresas que realizam este serviço:

Santa Luzia Molduras
Contato: Gilberto Zanetti – Diretor Grupo Moldurarte (Proeco / Santa Luzia Molduras)
E-mail: gilberto@moldurarte.com.br
Contato: Francisco May – Gerente Santa Luzia
E-mail: chicopmay@gmail.com
Telefone: (48) 9947 0321
Proeco
Contato: Renato Arlindo
E-mail: renatoarlindo@hotmail.com
Telefone: (11) 8236.1789
www.proeco.org.br
Termotécnica
Contato: Paulo Michels – Gerente de Recicláveis
E-mail: pmichels@termotecnica.ind.br ou pmichels@termotecnica.com.br
Telefone: (47) 3424.0710
www.termotecnica.ind.brPostos de coleta:

  •  Grande Porto Alegre
    Porto Alegre (RS): 
    (51) 3474-2115 e 8144-8566
  • Regiões Metropolitanas de Joinville (SC), Florianópolis (SC) e Curitiba (PR): (47) 3424-0710, 3424-0039, 9919-2524 e 9964-3352
  • Região Metropolitana de Campinas e Grande São Paulo – Indaiatuba (SP): (19) 2107-3705, 9215-4810 e 8139-1551
  • Grande Goiânia – Goiânia (GO): (62) 9308-0817 e (62)3256-8548
  • Distrito Federal – Brasília (DF): (62) 3256-8548 e (62)9308-0817

Interessado sobre o processo, veja o vídeo e mate a sua curiosidade!

Fontes:

-Economico logo, acessado em http://www.brasileconomico.com.br/noticias/isopor-e-novo-campo-de-negocios-da-reciclagem_92810.html

- Plastivida, acessado em http://www.plastivida.org.br/

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